Escala de Descritores Verbais de Dor
Verbal Descriptor Scale · avaliação qualitativa da intensidade da dor
Licença: verificar fonte
Paciente
Data e hora
Avaliador
Orientações de aplicação
Objetivo. Avaliar a intensidade da dor por meio de palavras, e não de números. É a escala unidimensional de escolha para pessoas que têm dificuldade com abstração numérica, entre elas parte das pessoas idosas, pessoas com baixa escolaridade, com déficit cognitivo leve a moderado e crianças maiores.
Tempo de aplicação. Menos de 1 minuto.
Como conduzir.
- Leia todos os descritores em voz alta, na ordem, antes de pedir a escolha. A pessoa precisa conhecer todas as opções para escolher.
- Peça que ela escolha a palavra que melhor descreve a dor, e não que aponte um número.
- Defina e mantenha a mesma referência temporal em todas as reavaliações: a dor agora, a dor média do dia ou a pior dor do período.
- Registre a palavra escolhida. A conversão numérica da última coluna serve apenas para registro em prontuário e comparação com outras escalas, e não deve ser oferecida à pessoa durante a aplicação.
- Sempre que possível, mantenha a mesma escala ao longo do acompanhamento. Trocar de instrumento entre avaliações compromete a comparação.
- Aplique antes e após a intervenção quando o objetivo for avaliar a resposta analgésica.
Precauções. Exige compreensão verbal e comunicação preservadas. Em pessoas sedadas, com demência avançada ou sem comunicação verbal, utilize escalas comportamentais como PAINAD, BPS ou FLACC. Em déficit auditivo, apresente os descritores também por escrito, em letra ampliada.
Aplicação
Pergunte: qual destas palavras melhor descreve a sua dor neste momento?
| Descritor | Equivalência numérica | Referência de interpretação | ✓ |
| Sem dor | 0 | Ausência de dor. | ☐ |
| Dor leve | 1 a 3 | Percebida, mas não interfere nas atividades habituais nem no sono. | ☐ |
| Dor moderada | 4 a 6 | Interfere nas atividades e na concentração. Costuma indicar necessidade de ajuste terapêutico. | ☐ |
| Dor intensa | 7 a 9 | Impede a maior parte das atividades e prejudica o sono. Exige conduta prioritária. | ☐ |
| Dor insuportável | 10 | Pior dor imaginável, incapacitante. Emergência de manejo da dor. | ☐ |
Acompanhamento seriado
| Data e hora | Descritor referido | Conduta adotada | Reavaliação |
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Sobre a equivalência numérica. A correspondência entre descritores verbais e faixas numéricas é uma convenção de registro amplamente adotada na prática clínica, não uma medida psicométrica exata. Use-a para documentar e comparar, mas registre sempre também a palavra escolhida pela pessoa.
Escolha da escala. Diante de pessoa que compreende bem números, a escala numérica de 0 a 10 oferece maior sensibilidade a pequenas mudanças. Diante de dificuldade com números, os descritores verbais são mais confiáveis. O critério é a compreensão da pessoa, não a preferência do serviço.
Dor é o quinto sinal vital. Registre a avaliação junto dos demais sinais vitais e sempre que houver queixa, mudança de conduta analgésica ou procedimento potencialmente doloroso.
Fonte e referências.
A escala de descritores verbais é um formato clássico de avaliação unidimensional da dor, descrito na literatura desde os primeiros estudos de mensuração da dor e reproduzido em manuais, diretrizes e protocolos institucionais em todo o mundo, sem detentor de direitos identificado.
Base conceitual da mensuração unidimensional: Melzack R. The McGill Pain Questionnaire: major properties and scoring methods. Pain, 1975;1(3):277-299.
Referência complementar sobre escalas análogas: Scott J, Huskisson EC. Graphic representation of pain. Pain, 1976;2(2):175-184.
Situação legal. Formato de condições de reprodução não confirmadas nesta revisão, de reprodução e condições de reprodução não confirmadas nesta revisãos para fins clínicos, acadêmicos e educacionais.
Condições de uso. A citação bibliográfica não equivale a uma licença de reprodução. Confirme os termos do detentor antes de reproduzir, traduzir ou redistribuir o instrumento.