Estesiometria com Monofilamentos de Semmes-Weinstein

Sensibilidade tátil cutânea e função de nervos periféricos
Licença: verificar fonte
Paciente 
Data 
Avaliador 

Material

Importante: a correspondência exata entre cor, força em gramas e conduta pode variar conforme o fabricante e o protocolo de serviço adotado. Siga sempre o manual do kit que você utiliza e as normas do programa assistencial vigente. Esta ficha traz o procedimento e os níveis de referência consolidados na literatura, e serve como folha de registro, não substituindo o manual do fabricante.

Procedimento padronizado

  1. Explique e demonstre o teste em uma área de sensibilidade preservada, com o paciente vendo, antes de iniciar.
  2. Peça que o paciente feche os olhos ou use um anteparo visual durante a testagem.
  3. Apoie o segmento a ser testado de forma estável e confortável.
  4. Aplique o filamento perpendicularmente à pele, pressionando até que ele encurve, mantenha por cerca de 1 a 1,5 segundo e retire.
  5. Comece pelo filamento mais leve e progrida para os mais pesados até obter resposta.
  6. Evite aplicar sobre calosidades, cicatrizes ou úlceras. Varie o intervalo entre as aplicações e inclua aplicações falsas para checar a confiabilidade da resposta.
  7. Registre no mapa corporal a cor do filamento percebido em cada ponto testado.

Níveis de referência

FilamentoForçaInterpretação
Verde0,05 gSensibilidade normal para as mãos.
Azul0,2 gSensibilidade diminuída ao toque leve.
Violeta2,0 gDiminuição da sensação protetora.
Vermelhoaté 300 gPerdas progressivamente maiores da sensação protetora. Consulte o manual do seu kit para os níveis intermediários.
Preto300 gAusência de sensibilidade ao maior estímulo do kit.

Registro por ponto testado

Segmento / pontoDireitoEsquerdoObservações (calosidade, cicatriz, úlcera)
Polpa do polegar   
Polpa do indicador   
Polpa do dedo mínimo   
Região tenar   
Região hipotenar   
Dorso da mão   
Planta do pé (pontos do protocolo do serviço)   
Outros pontos   

Adapte os pontos testados ao território nervoso de interesse e ao protocolo do seu serviço. Em hanseníase, a avaliação costuma acompanhar os territórios dos nervos ulnar, mediano, radial, fibular e tibial.

Interpretação

Uso clínico: mapeia a perda sensitiva e acompanha a evolução da neuropatia periférica. É central na prevenção de incapacidades em hanseníase, doença endêmica no Brasil, e também no pé diabético e nas lesões de nervo periférico. A perda da sensação protetora é o achado de maior impacto funcional, pois indica risco de lesões despercebidas por queimadura, atrito ou pressão, exigindo orientação de autocuidado, adaptação de atividades e proteção do segmento, campo próprio da terapia ocupacional. Acompanhamento: repita a avaliação periodicamente e nos mesmos pontos, para detectar melhora ou piora ao longo do tratamento.
Referências: Protocolo integrado às ações de prevenção de incapacidades do Programa Nacional de Controle da Hanseníase (Ministério da Saúde). · Estesiômetro fabricado e distribuído no Brasil pela Sorri-Bauru (Bauru, SP), com manual de instruções em português. · Literatura brasileira sobre avaliação sensitiva por monofilamentos em hanseníase publicada em Hansenologia Internationalis. · Status: procedimento padronizado e de livre reprodução, com citação da fonte; o kit de monofilamentos é adquirido à parte.
Condições de uso. A citação bibliográfica não equivale a uma licença de reprodução. Confirme os termos do detentor antes de reproduzir, traduzir ou redistribuir o instrumento.
Material de uso clínico-educacional · danieljulio.com.br · Daniel Júlio, Terapeuta Ocupacional & Psicanalista Clínico