Estesiometria com Monofilamentos de Semmes-Weinstein
Sensibilidade tátil cutânea e função de nervos periféricos
Licença: verificar fonte
Material
- Kit de monofilamentos de náilon de Semmes-Weinstein, com filamentos de cores distintas que exercem forças graduadas de 0,05 g a 300 g.
- Ambiente silencioso, apoio para a mão ou o pé do paciente e venda ou anteparo visual.
Importante: a correspondência exata entre cor, força em gramas e conduta pode variar conforme o fabricante e o protocolo de serviço adotado. Siga sempre o manual do kit que você utiliza e as normas do programa assistencial vigente. Esta ficha traz o procedimento e os níveis de referência consolidados na literatura, e serve como folha de registro, não substituindo o manual do fabricante.
Procedimento padronizado
- Explique e demonstre o teste em uma área de sensibilidade preservada, com o paciente vendo, antes de iniciar.
- Peça que o paciente feche os olhos ou use um anteparo visual durante a testagem.
- Apoie o segmento a ser testado de forma estável e confortável.
- Aplique o filamento perpendicularmente à pele, pressionando até que ele encurve, mantenha por cerca de 1 a 1,5 segundo e retire.
- Comece pelo filamento mais leve e progrida para os mais pesados até obter resposta.
- Evite aplicar sobre calosidades, cicatrizes ou úlceras. Varie o intervalo entre as aplicações e inclua aplicações falsas para checar a confiabilidade da resposta.
- Registre no mapa corporal a cor do filamento percebido em cada ponto testado.
Níveis de referência
| Filamento | Força | Interpretação |
| Verde | 0,05 g | Sensibilidade normal para as mãos. |
| Azul | 0,2 g | Sensibilidade diminuída ao toque leve. |
| Violeta | 2,0 g | Diminuição da sensação protetora. |
| Vermelho | até 300 g | Perdas progressivamente maiores da sensação protetora. Consulte o manual do seu kit para os níveis intermediários. |
| Preto | 300 g | Ausência de sensibilidade ao maior estímulo do kit. |
Registro por ponto testado
| Segmento / ponto | Direito | Esquerdo | Observações (calosidade, cicatriz, úlcera) |
| Polpa do polegar | | | |
| Polpa do indicador | | | |
| Polpa do dedo mínimo | | | |
| Região tenar | | | |
| Região hipotenar | | | |
| Dorso da mão | | | |
| Planta do pé (pontos do protocolo do serviço) | | | |
| Outros pontos | | | |
Adapte os pontos testados ao território nervoso de interesse e ao protocolo do seu serviço. Em hanseníase, a avaliação costuma acompanhar os territórios dos nervos ulnar, mediano, radial, fibular e tibial.
Interpretação
Uso clínico: mapeia a perda sensitiva e acompanha a evolução da neuropatia periférica. É central na prevenção de incapacidades em hanseníase, doença endêmica no Brasil, e também no pé diabético e nas lesões de nervo periférico. A perda da sensação protetora é o achado de maior impacto funcional, pois indica risco de lesões despercebidas por queimadura, atrito ou pressão, exigindo orientação de autocuidado, adaptação de atividades e proteção do segmento, campo próprio da terapia ocupacional. Acompanhamento: repita a avaliação periodicamente e nos mesmos pontos, para detectar melhora ou piora ao longo do tratamento.
Referências: Protocolo integrado às ações de prevenção de incapacidades do Programa Nacional de Controle da Hanseníase (Ministério da Saúde). · Estesiômetro fabricado e distribuído no Brasil pela Sorri-Bauru (Bauru, SP), com manual de instruções em português. · Literatura brasileira sobre avaliação sensitiva por monofilamentos em hanseníase publicada em Hansenologia Internationalis. · Status: procedimento padronizado e de livre reprodução, com citação da fonte; o kit de monofilamentos é adquirido à parte.
Condições de uso. A citação bibliográfica não equivale a uma licença de reprodução. Confirme os termos do detentor antes de reproduzir, traduzir ou redistribuir o instrumento.