Escore Somado do MRC (MRC sum-score)

Rastreio de fraqueza muscular adquirida na UTI · 12 movimentos, 0 a 60 pontos
Licença: verificar fonte
Paciente 
Data 
Avaliador 

Pré-requisito: paciente desperto e colaborativo

O escore exige colaboração. Aplique somente se o paciente atender aos cinco comandos simples (S5Q): abrir e fechar os olhos; olhar para mim; abrir a boca e pôr a língua para fora; balançar a cabeça; levantar as sobrancelhas quando eu contar até cinco. Um nível de consciência adequado (por exemplo, RASS entre −1 e +1) é necessário para a avaliação ser válida.

Critérios de graduação (por movimento)

GrauDescrição
0Nenhuma contração muscular visível ou palpável
1Contração visível ou palpável, sem movimento articular
2Movimento ativo com a gravidade eliminada (no plano horizontal)
3Movimento ativo contra a gravidade, em toda a amplitude
4Movimento ativo contra a gravidade e resistência moderada
5Força normal (contra resistência máxima)

Registro · 6 movimentos, bilateral (máximo 60 pontos)

Movimento avaliadoDireitoEsquerdo
Abdução de ombro  
Flexão de cotovelo  
Extensão de punho  
Flexão de quadril  
Extensão de joelho  
Dorsiflexão de tornozelo  
Subtotal por lado  
ESCORE SOMADO DO MRC (0 a 60) 

Cada um dos 6 movimentos é graduado de 0 a 5 nos dois lados: 6 × 5 × 2 = 60 pontos. Registre também a data da avaliação para acompanhamento seriado.

Interpretação

< 48 · fraqueza adquirida na UTI < 36 · fraqueza grave 48 a 60 · sem fraqueza significativa
Uso clínico: instrumento de referência para o diagnóstico clínico de fraqueza muscular adquirida na UTI (polineuromiopatia do doente crítico), em pacientes despertos e colaborativos. Um escore abaixo de 48 é o ponto de corte consagrado para fraqueza; abaixo de 36 indica fraqueza grave, associada a maior tempo de ventilação mecânica, maior permanência hospitalar e pior desfecho funcional. Recomenda-se avaliação seriada (por exemplo, ao despertar, na alta da UTI e na alta hospitalar). Limitações: depende de colaboração, sofre efeito teto e tem menor sensibilidade a pequenas mudanças; complemente com medidas de função e mobilidade, como a IMS, a FSS-ICU e a dinamometria de preensão palmar.
Referências: Medical Research Council. Aids to the examination of the peripheral nervous system. Memorandum no. 45. London: HMSO, 1976 (condições de reprodução não confirmadas nesta revisão). · Kleyweg RP, van der Meché FGA, Schmitz PIM. Interobserver agreement in the assessment of muscle strength and functional abilities in Guillain-Barré syndrome. Muscle Nerve. 1991;14(11):1103-9. · De Jonghe B, Sharshar T, Lefaucheur JP, et al. Paresis acquired in the intensive care unit: a prospective multicenter study. JAMA. 2002;288(22):2859-67. · Hermans G, Van den Berghe G. Clinical review: intensive care unit acquired weakness. Crit Care. 2015;19:274.
Condições de uso. A citação bibliográfica não equivale a uma licença de reprodução. Confirme os termos do detentor antes de reproduzir, traduzir ou redistribuir o instrumento.
Material de uso clínico-educacional · danieljulio.com.br · Daniel Júlio, Terapeuta Ocupacional & Psicanalista Clínico