Escore de Wells (TEP)
Probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar
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Orientações de aplicação
Objetivo. Estimar a probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar, orientando a escolha da estratégia diagnóstica.
Tempo de aplicação. Cerca de 3 minutos.
Como conduzir.
- Avalie os critérios clínicos indicados, atribuindo o peso correspondente a cada um.
- O critério diagnóstico alternativo menos provável que TEP é o de maior peso e depende do julgamento clínico do avaliador.
- Some os pontos e classifique conforme o modelo adotado, de três níveis ou dicotômico.
- Combine o resultado com o D-dímero conforme o protocolo institucional para definir a necessidade de angiotomografia.
Precauções. É estimativa de probabilidade, não diagnóstico. Diante de instabilidade hemodinâmica, a investigação deve ser imediata, independentemente do escore.
| Critério clínico | Pontos | ✓ |
| Sinais e sintomas clínicos de TVP (edema e dor à palpação de MMII) | 3,0 | ☐ |
| Diagnóstico alternativo menos provável que TEP | 3,0 | ☐ |
| Frequência cardíaca > 100 bpm | 1,5 | ☐ |
| Imobilização (≥ 3 dias) ou cirurgia nas últimas 4 semanas | 1,5 | ☐ |
| TVP ou TEP prévios | 1,5 | ☐ |
| Hemoptise | 1,0 | ☐ |
| Câncer em tratamento (ou paliativo / últimos 6 meses) | 1,0 | ☐ |
Interpretação · modelo de 3 níveis: < 2 baixa probabilidade · 2–6 moderada · > 6 alta.
Modelo de 2 níveis: ≤ 4 TEP improvável (considerar D-dímero) · > 4 TEP provável (considerar angio-TC).
Referência: Wells PS, Anderson DR, Rodger M, et al. Derivation of a simple clinical model for pulmonary embolism. Thromb Haemost, 2000;83(3):416–420. Uso clínico livre.
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